Pesquisadores da Epamig coordenam curadoria científica do Prêmio Queijos do Espírito Santo
Foto: Acervo/Daniel Arantes
Especialistas do Instituto de Laticínios e do Centro de Pesquisa em Queijos Artesanais orientam julgamento técnico de produtos lácteos em parceria interestadual
O embasamento técnico e científico de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) fundamentou o Prêmio Queijos do Espírito Santo. O evento, realizado entre os dias 9 e 11 de março em Vila Velha (ES), contou com a participação ativa de especialistas filiados à Associação de Pesquisadores da Epamig (Aspe-MG).
A curadoria científica da premiação foi conduzida pelo responsável pelo Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais (CPTQA) e coordenador da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais (RMQA), Daniel Arantes, e pelo professor do Curso Superior de Laticínios do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT), Paulo Henrique Costa Paiva. A missão institucional incluiu a organização das análises sensoriais e a supervisão técnica de todas as etapas da programação.
Início dos trabalhos: nivelamento científico dos jurados
A agenda oficial começou no dia 9 de março, com um treinamento prévio de nivelamento para os avaliadores. Os pesquisadores mineiros conduziram pessoalmente esta etapa inicial para garantir a conformidade do processo.
Daniel Arantes abriu a programação com a capacitação intitulada “A ciência por trás dos sabores – análise sensorial aplicada a concurso de queijos”. Na oportunidade, o especialista abordou os fundamentos da percepção sensorial e os critérios técnicos de avaliação. A atividade teve como objetivo alinhar o repertório sensorial dos avaliadores participantes, com o intuito de reduzir variações individuais na interpretação de atributos, como aroma, textura e sabor.
Na sequência, Paulo Henrique ministrou o segundo módulo de alinhamento. Esta fase foi voltada à direção prática dos julgamentos, com base nas fichas oficiais e no regulamento do concurso. O professor detalhou os procedimentos de avaliação, o preenchimento correto dos formulários e os critérios de pontuação.
Execução do concurso: julgamento técnico e sensorial
Com o nivelamento finalizado, a programação avançou para a avaliação prática nos dias 10 e 11 de março, na Faculdade Novo Milênio. O esforço conjunto dos especialistas assegurou que o julgamento de nove categorias seguisse padrões internacionais de qualidade para queijos e derivados. Ao todo, o prêmio reuniu mais de 150 produtos lácteos provenientes de diversas regiões capixabas.
As inscrições foram divididas em segmentos como queijos frescos, de curta maturação, longa maturação e produtos inovadores. A diversidade de amostras evidenciou a amplitude e o dinamismo da produção queijeira local. Tal estrutura permitiu uma análise comparativa fundamentada e transparente entre todos os itens inscritos no evento.
A trajetória destes especialistas na pesquisa e no ensino laticinistas permitiu a condução segura de todo o processo avaliativo. O domínio de métodos científicos pelos profissionais mineiros também garantiu um alinhamento das percepções sobre as iguarias.
Encerramento da agenda: reconhecimento e premiação
A conclusão da agenda ocorreu na tarde do dia 11 de março, com a cerimônia de premiação no Palácio Anchieta, na capital Vitória. A solenidade contou com a presença do governador, Renato Casagrande, e de autoridades estaduais, marcando um momento histórico para o setor.
Durante o evento, o governo capixaba realizou o lançamento do regulamento técnico da puína. Este alimento, típico das montanhas capixabas, é um subproduto do soro do leite, semelhante à ricota, mas com textura e sabor característicos da herança da colonização italiana no Espírito Santo.
Para Daniel Arantes, o desfecho da missão evidenciou a ciência mineira. “A integração entre os pesquisadores de Minas Gerais e do Espírito Santo aprimora os critérios técnicos do setor lácteo e contribui para a evolução da qualidade dos produtos artesanais”, afirmou.
Paulo Henrique Costa Paiva também destacou o sucesso da curadoria ao final do encontro. “A aplicação de métodos de análise sensorial e o treinamento técnico dos jurados garantiram a uniformidade e a precisão do julgamento dos queijos”, ressaltou. O professor reforçou que essa organização foi fundamental para que o produtor recebesse um diagnóstico detalhado sobre a qualidade do alimento.
Parceria institucional e valorização profissional
A competência demonstrada pelos pesquisadores da Epamig na organização do Minas Láctea justificou o convite feito pelos organizadores capixabas. O protagonismo dos especialistas em missões interestaduais e internacionais evidencia a importância da categoria para os diretores-executivos da Aspe-MG. O trabalho destes associados fortalece o agronegócio nacional.
A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (Seag) promoveu o evento com apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).
Mais informações sobre o regulamento constam no site oficial do Prêmio Queijos do Espírito Santo.
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ASPE: Em defesa dos direitos e interesses dos Pesquisadores Agropecuários da Epamig.