Em 12 de outubro, data que marca a regulamentação da profissão, a pesquisa agronômica impulsiona a produtividade e a sustentabilidade no campo mineiro
O avanço tecnológico que sustenta o agronegócio moderno está atrelado à pesquisa agropecuária. Ao celebrar o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo, instituído em 12 de outubro de 1933, como marco da regulamentação da profissão no país, Minas Gerais destaca o papel dos profissionais que dedicam as carreiras à geração de conhecimento, tanto na pesquisa básica, quanto na aplicada.
A rotina do engenheiro agrônomo na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) é guiada pela investigação científica, pela experimentação e pelo desenvolvimento de soluções tecnológicas para as lavouras. Representados pela Associação dos Pesquisadores da Epamig (Aspe-MG), esses servidores atuam na linha de frente da inovação: criam cultivares adaptadas a condições de clima e solo e aprimoram métodos de plantio.
Os profissionais também formulam respostas para os desafios climáticos e socioeconômicos da agricultura no estado e incorporam os pilares do ESG (sigla em inglês para os parâmetros Ambiental, Social e Governança). O termo define um conjunto de critérios e boas práticas para orientar o impacto socioambiental e a transparência de uma organização, indo além da entrega de resultados financeiros.
Da pesquisa científica à inovação no campo
O cotidiano desses pesquisadores abrange especialidades fundamentais para a segurança alimentar e a economia estadual. Nas unidades experimentais e laboratórios da Epamig, o trabalho científico se traduz em melhoramento genético vegetal (técnica de seleção de plantas para obter características superiores), além de biotecnologia e fitopatologia, áreas dedicadas ao estudo das doenças das plantas.
Essas investigações contemplam diferentes culturas agrícolas que compõem a diversidade da produção mineira. Destacam-se, nos trabalhos dos pesquisadores, variedades de algumas espécies, como as do café mais tolerante à seca, sementes de alta germinação e vigor, e métodos de controle de qualidade voltados à valorização de produtos tradicionais, como os azeites de oliva mineiros.
Além de documentar descobertas científicas, a atuação da categoria abrange a difusão de conhecimento, para transferir inovações às cooperativas e associações, ao empresário rural em todos os níveis, aos estudantes ligados ao setor, bem como conectar a teoria acadêmica às demandas práticas do campo. Essa rede de integração assegura que a agricultura produza com eficiência, otimize recursos, contenha impactos e garanta safras consistentes e seguras.
Valor da ciência agrícola para a sociedade
O impacto desse esforço reflete no abastecimento interno e na economia nacional, de modo a conciliar o crescimento produtivo com a preservação ambiental. Por meio dessa base, Minas Gerais consolida posição de destaque no cenário agropecuário nacional e internacional, afirmando-se como estado brasileiro produtor de muitos alimentos que chegam à mesa do consumidor e referência global em produtividade sustentável.
Neste 12 de outubro, a Diretoria-Executiva da Aspe-MG homenageia os engenheiros agrônomos que transformam a ciência em progresso social. Ao criar tecnologias adaptadas ao clima, melhorar os sistemas de produção e proteger a saúde das plantações, esses profissionais mostram que o desenvolvimento do campo mineiro é fruto da dedicação à pesquisa agropecuária. A entidade reforça o orgulho de representar a categoria que trabalha arduamente pelo futuro de Minas Gerais.
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Aspe-MG: Em defesa dos pesquisadores agropecuários da Epamig.